Eu posso sentir o vento mais leve do que pesado. Frio e morno. A pouca luz que passa entre as nuvens espessas que escondem o sol, transformando todas às 12 horas do dia em fim de tarde. Longos como dias de férias. Sem pressa, as folhas correm ao redor das árvores. Secas. e os personagens vão tomando seus lugares a medida que a cidade se constrói. Quando é cidade. Pode ser montanha. Ou a vista da janela da sala. Pode ser aquele lugar que não faz parte de lugar nenhum. Encontrado na memória ou na imaginação. Em todo lugar ele está. Menos aqui. Tomado por uma sinfonia de silêncio regida pelo grunhido dos pássaros ou a buzina dos carros. Não importa, contanto que estejam em harmonia com o cheiro de brisa e a fresta de luz que pinta tudo de laranja poente. Laranja poente. Adoro essa cor.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
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