sexta-feira, 25 de abril de 2008

Uma flecha, por favor

Por que será que a falta de paixão nos deixa assim tão apáticos, arranca de nós a inspiração, a vontade de externar o que sentimos, de pegar aquela bola consistente e imaginária de energia que é o sentimento e torna-la o mais concreta e real possível?
Devo confessar: travei!
Coração vazio... as paixões antigas esfriaram, as novas se arrastam tão devagar que nem despertam a necessidade de extravasar.
É meninas (e meninos?), até a próxima flechada (e que seja rápido porque não estou habituada a ser uma não-apaixonada).

terça-feira, 1 de abril de 2008

O fim da história

Você não me faz bem.

Queria gritar:
- VOCÊ NÃO ME FAZ BEM!

Mais alto:
- V-O-C-Ê – NÃO – ME – F-A-Z – B-E-M.

Para sempre queria você longe de mim. Para sempre, para sempre.
Para sempre nunca mais sentir o seu cheiro.
Para sempre não desejar que você sinta a minha falta.
Para sempre sem sentir raiva quando você não está ao meu lado.
Para sempre viver para mim, e para outra pessoa que não seja você.
Para sempre você não fazer parte da lista das pessoas que me fazem sentir.
Para sempre apática a você, suas mãos e sua barba que eu odeio.
(Odiar é sentir.)
Para sempre não precisar escrever para você ou sobre você.
Você não me faz bem.

Queria ter coragem de gritar:
- VOCÊ NÃO ME FAZ BEM!

Ou te dizer baixinho:
- Você não me faz bem!

Queria ter coragem para pedir:
- Me ajuda! Desaparece...

Mas é claro que jamais vou dizer isso; parte pelo meu orgulho não permitir já que com isso estaria afirmando minha paixão avassaladora, parte por ter medo que você desapareça e eu não saiba o que fazer sem a sua sombra.
Três letras me assustam.
Três letras me quebrantam.
Três letras me rendem.
F-I-M.
Impeço.
Liberto.
"E eles viveram o fim, para sempre".