terça-feira, 23 de março de 2010

Twitter (particular):

eu queria escrever um texto de verdade sobre você, mas tenho medo.



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segunda-feira, 22 de março de 2010

Twitter (particular):

o que me deixa feliz nessa história triste é que não preciso mais esperar.



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sexta-feira, 19 de março de 2010

Twitter (particular):

eu queria fazer parte daquele mundo.



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quinta-feira, 18 de março de 2010

Twitter (particular):

Trocadilho: "eu escrevo mais quando sofro. e sofro menos quando escrevo".


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quarta-feira, 17 de março de 2010

Em frente

O número familiar na tela sucumbiu minha respiração. Atendi. Desci. Parei na escada por cinco segundos e rezei. Eu preciso de forças extras para enfrentar isso. Isso que acreditava já ter acabado. Só longe estou totalmente protegida, bem longe, exilada no meu país secreto de faz de conta. Mas, você ali na minha frente mais uma vez era real. Meu coração fervia mais que o sol. Minha expressão, congelada. Ainda bem que meu corpo não depende de mim para respirar. Será que ninguém entendeu que eu estava fugindo? Você me passou o envelope branco e lembrei da existência daquele remoto motivo. Um motivo mais importante do que eu, inclusive. Cadê o botão escrito: “Desmaterializar”?. Odiei o envelope, a minha roupa, o meu cabelo, as palavras mal escolhidas, mas não odiei você. Eu odiei você! Eu tô odiando isso. Cadê a merda do botão escrito: “Desmaterializar”?. Eu quero minha paz de volta servida em uma bandeja como prato principal. Eu quero você fora daqui. Fora de mim. Eu não preciso de uma última conversa ou um último beijo. Eu nem precisava te ver pela última vez (e que essa seja a última vez). Eu só preciso de paz. Eu só preciso esquecer... e eu estava quase lá. Não sei se me dói mais ficar sem você ou essa sensação de ter dado um passo pra trás no meu plano (quase) secreto de fazer com que você nunca tenha existido na minha vida. Subi com meu pulmão ligado no piloto automático (Eu estou ligada no piloto automático!). Entrei. Fechei a porta. Sentei. Eu não devia ter olhado pra trás.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vista

Daqui dá pra ver a cruz da Igreja de concreto e cristal, as antenas, o prédio onde fica a ante-sala que aflora minhas angustias. Dessa vez eu tô ferrada, não dá pra confiar. Não dá pra confiar! Eu gosto quando as árvores balançam, quando sopra o vento. Eu gosto da tarde, mais do meio pro fim do que do começo pro meio. Eu não gosto do fim.
Twitter (particular):

Vazia: "Em silêncio eu pedia pra você ligar, mas rezava para não ouvir."



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quinta-feira, 11 de março de 2010

Quase só

Eu estou chegando lá. Lá onde só existe o meu familiar vazio. Onde a ansiedade só aparece ao ouvir o meu próprio nome. Onde o que me faz entupir de tanto chorar durante um filme é apenas a historinha interpretada por um par de atores qualquer. Lá onde não me falta ar. Eu estou chegando lá... de volta a minha paz bagunçada, meus dramalhões efêmeros e meu coração cheio de mim.

terça-feira, 9 de março de 2010

Cof cof

"Benalete", ele disse. "Passa na fármacia e compra Benalete".
Com a mesma facilidade com que você me esquece eu lembro daquela cena onde a sacola da fármacia pousava na mesa branca. "Você precisa melhorar". Agora as lembranças ruins são o meu remédio, as boas não. Essa é boa. Essa não.