quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Será? Será? Será?

Cansei desse assunto. Mas, minha necessidade cavernária de escrever não entende isso. E lá vou eu traduzir o que acabei de digitar. De volta a teoria (e necessidade) de esmiuçar o tal do sentimento. Sentimentos. Tudo isso, na tentativa incansável de me entender. Vamos lá... namorar é algo muito complicado (pelo menos pra mim). Gostaria que fosse algo que desse pra fazer apenas entre duas pessoas. Ilusão.
Às vezes – estou usando muito essa expressão ultimamente – eu queria entrar na sua cabeça e entender o que você pensa disso. O que você pensa de eu entrar na sua casa (pela porta da frente) com a sobremesa do almoço. Ou o que você acha de ir a festas de uma família (altamente fofoqueira e preconceituosa). O que você vai achar de ser analisado? O que vai pensar das pessoas começarem a me associar a você e você a mim. O que você acha de nós dois juntos, de fato.
É. Eu sei que não é certo as coisas como estão. Queria dizer: “Mas, o que é certo, afinal?” e ligar o foda-se total. Mas, não sou mulher o suficiente pra isso. Eu só sou mulher o suficiente para viver o que é normal. Nada além do normal. E agora, que o tempo da indecisão está passando, não sei o que fazer. Queria saber o que você pensa. E aí? Será que é hora de jogar tudo no ventilador? Será que é agora que devemos sentar e acertar os ponteiros, combinar que no sábado você só pode beber com os amigos até às 16:00 ou que eu tenho que avisar que vou viajar com 24 horas de antecedência. Será que é agora que eu devo dizer que gosto muito de você todos os dias e não só quando estou afim? Será? Será? Será?

Mais um prato na mesa

A simples complexidade da vida.
Eu sei que naturalmente todos estão certos em querer que eu me enquadre.
Que você se enquadre.
E que o simples seja mesmo simples, pra nós dois.
Todos querem colocar um prato a mais na mesa.
Sair para jantar. Viajar. Farrear.
E não é porque eles gostam de você.
Eles gostam de mim.
Eu também deveria gostar mais de mim e te deixar, se fosse o caso.
Ou gostar mais de você.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Desabafo (a tempo)

Às vezes eu odeio você. Não odeio de verdade, mas sinto tanta raiva que só me contenta o ódio. Queria mesmo era ter escrito ontem. Se eu tivesse feito isso só iria escrever coisas ruins. Coisas ruins sobre você. Sobre nós. Por isso não o fiz. E iria listar todos os seus defeitos. E dizer que não te conhecer por inteiro é o pior deles. Eu iria contabilizar quantas vezes você já fez isso e repensar como fico com raiva e a raiva passa depois. Reviver aquela sensação de “Aii, como sou tonta por fazer todo esse drama por aquilo”. Sou mesmo tonta. Eu me odeio por ainda acreditar em você mesmo quando a luz vermelha pisca. Esperança consciente. Odeio depois ter que ouvir: “Eu avisei”. Eu também sabia. Odeio a tal da esperança consciente. Você tem consciência de tudo que me deixa pirada. Só que eu não me conformo em mandar você dormir – como você faz comigo. Ontem eu o fiz mesmo porque estava cansada demais para discutir, cansada demais para explicar, cansada demais para te ouvir. Ontem eu estava cansada. Às vezes eu canso de você. Às vezes eu canso até de mim, imagine. E não acho que isso seja necessariamente ruim. Ruim mesmo é você me fazer chorar. Odeio quando você me faz chorar. Mas, tanta gente me faz chorar e por tantos motivos diferentes. São tantas as bobagens. De qualquer forma, não gosto quando você me faz chorar. É fato. Ainda tenho que avaliar se o fato de você ter consciência de que está errado é bom ou ruim. Não posso negar que a mensagem que você enviou antes de dormir fez passar um pouco da minha raiva. Mas, eu estava cansada demais pra responder. Estava cansada demais pra você. E fiz um sacrifício enorme para responder a outra - de sempre - hoje pela manhã. Estou cansada demais para guerra. Respondi. E agora, que a raiva está passando, vejo que gosto mesmo de você. Às vezes, eu tenho dúvidas em relação a isso. Confesso. Mas, acho que se eu não gostasse de você não tinha sentido ódio, nem raiva, nem nada. Sentimentos ruins provém dos bons – principalmente quando os motivos são bobos. Principalmente quando eles não são essencialmente ruins. E é por isso que às vezes eu odeio você.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Não tenho mais medo

Minha cama não é pequena, mas agora eu também durmo com os pés pra fora.
Não tenho mais medo.
E a porta do quarto só fica fechada quando estou sozinha.
Mas, se um dia esquecer ela aberta, acho que não tenho mais medo.
O escuro não me deixa sem dormir.
E quando não consigo expulsar o invasor pela janela, tranco ele no banheiro.
Simples assim.
Nos últimos dias só tenho medo mesmo da minha geladeira.
Não sei como fui acumular tanto doce ali.
E está acabando.
E só tem eu para comer.
Minha grande companheira é a novela das 20h.
O problema é que agora ela é mesmo às 20h.
E quando ela vai embora eu vou dormir.
Aí lembro que ainda são 21h30.
Enrolo até às 22h – essa é a hora dele.
Faço planos.
Vou ou não lavar o cabelo. A roupa de amanhã. O que vou fazer para o café. Vou fazer café? Viva a geladeira!
Programo o despertador.
Sagrado seja cada minuto de sono na manhã seguinte.
O quase escuro.
Sozinha.
Vou lendo sem tocar uma página, descobrindo, constatando.
Às vezes deixo uma ou duas lágrimas caírem – para não perder o hábito.
E durmo com os pés pra fora, sem me enrolar dos pés a cabeça.
Não tenho mais medo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O ano da telha

* ** Garimpo:
Algo diferente para nós. Não, não fui eu quem escreveu.
Porque postar? Compactuo com ele em tudo. Compactuo com ela.
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Depois de passar dias maravilhosos no mundo da fantasia, retornei ao mundo real muito bem disposta e cheia de metas para 2009. O choque da realidade faz você ficar criativa e pensativa também. Quer saber no que andei pensando? Acho que eu me cansei de ser certinha demais, boazinha demais, calma demais, tolerante demais, comedida demais, ponderada demais...
Gente, eu penso tanto, tanto, mas taaaaaaaaaaaaaaaanto antes de tomar uma decisão, que eu nunca me arrependendo do que faço. Isso é bom? Depende; eu nunca me arrependo do que eu faço, mas posso me arrependo do que não faço. Tá! Não sei se é arrependimento, mas do mesmo jeito que eu passo séculos pensando em qual decisão tomar, eu passo centenários pensando em como seria se eu tivesse agido diferente, se eu tivesse agido no ímpeto, no calor da emoção, se eu tivesse sido explosiva, se tivesse...
O mais legal dessa história é que todos acham essa minha característica uma qualidade. No fundo, eu também acho que é bom ser assim como eu sou, mas estou enjoada de ser assim – sabe como e aquela história de ano novo, vida nova. Aliás, estou curiosa pra saber como seria se eu fosse diferente. Enfim, eu cansei mas acho que não tenho coragem de mudar, de ser uma Capitu, uma Maisa, uma Chiquinha Gonzaga, uma Erin Brococvhic e tantas outras mulheres determinadas, fortes e impulsivas conhecidas por boa parte do seres humanos.
Ainda assim, decidi que em 2009 vou tentar fazer mais o que “der na telha”. 2009: o ano da telha.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Não me admire

Esses dias tenho aprendido que a melhor pessoa que posso ser sou eu.
Não queria ser ninguém.
Ninguém que admiro. Ninguém que tenho um carinho estúpido.
Ninguém que eu amo. Não queria ser ninguém – além de mim.
Aí é fácil me aceitar.
Aí é fácil me sentir satisfeita pela pessoa que me tornei. Ai é fácil sentir orgulho de mim. Esses dias tenho aprendido que não existe ninguém extraordinário, além do normal.
E isso não é triste.
Não é ruim.
O que existe são pessoas normais aqui em baixo desse sol escaldante de verão.
E eu não quero ser ninguém além de mim.
Quero ter mesmo o meu nariz estranho e a minha super barrigona.
Minhas psicoses e meu jeito estranho de mostrar que gosto das pessoas.
Quero ser dramática e dengosa de vez em quando.
Quero meus defeitos todos pra mim.
E mesmo assim quero ser eu.
Não quero ser ninguém que eu admiro.
E não quero que ninguém queira ser eu.
Ninguém que me admire.
Só eu me conheço. Só eu me percebo como sou. Quem quer ser a minha consciência? Eu não quero ser a de ninguém.
Quero ser eu.
Não quero tomar pra mim aquelas qualidades pra depois descobrir que elas nem existiam em você. Esses dias tenho aprendido muito contigo.
Aprendi que só preciso ser eu.
Ninguém mais.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sobre escrever

É. Escrever é a minha sina.
Se eu estou de bobeira: É, né?! Vou escrever.
Se estou super atarefada: Ai droga! Preciso escrever, e agora?
Chorando: Escreve que passa.
Saltitante: Escreve pra compartilhar, boba.
Sozinha: Vou escrever para sentir que tenho companhia.
Calada: O jeito vai ser escrever pra conseguir desabafar.
Escrevo para entender. Escrevo para esquecer. Escrevo para gargalhar. Escrevo para prever. Escrevo para amortecer. Para viver.
Escrevo mensagens no celular, diários, no MSN, recados, perfis, em guardanapos e escrevo também esses textos que em 2008 eu diria que são ridículos (mas, não em 2009).
Escrevo por aí...
Pra mim, pra você, pra eles, pra elas, pra Deus.
Quando enviava cartas, escrevia recados fofos nos envelopes para os carteiros.
Escrevo.
Assim sem propósito (como agora) ou com propósito (como sempre).
Escrevo para deixar rastros de mim.
Um pedacinho aqui, outro lá.
Escrevo e leio o que escrevo. E gosto. E não gosto. E leio de novo. E não tenho coragem de ler – mas, não apago.
Eu não me apago.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Minhas metas (não!) bizarras

Minhas metas para 2009 andam causando uma certa polêmica. É, elas são um pouco estranhas realmente. Ou pelo menos não são comuns como emagrecer, fazer a cirurgia da miopia, conhecer a Grécia. Nada disso. Mas, são as minhas metas; o que posso fazer? Elas afloraram de mim, de todo meu ser. Em 2009 eu quero ser mal-humorada mesmo e, não tem nada haver com aquele motivo ridículo que o sr. de todas as coisas disse ontem. Não mesmo! Se não sinto vontade de rir por qualquer bobagem o que posso fazer? Em 2008 eu riria só para te agradar, mas não em 2009, porque este ano uma das minhas metas é fazer o que eu tenho vontade e ponto. Claro que existem exceções para esse “ponto”, mas serão poucas. Aviso logo. Humm... você acha que eu não deveria está dizendo isso? Ok. O problema é que uma outra meta para 2009 é falar o que eu penso. Nada de ficar constrangida ou fingir para agradar. Ache o que quiser, vou sair falando. Não, não... ser barraqueira não faz parte das minhas metas para 2009. 2010, quem sabe. Tudo bem, eu já sei que corro o risco de muita gente me odiar em 2009 ou me achar antipática. Corro até o risco de magoar alguém (e Deus me dê discernimento e medida para não fazer isso), mas fingida ninguém vai me achar. Não, ninguém disse que sou fingida, mas eu me achava um pouco já que me escondia em prol da paz mundial. Não o conceito do senso comum para uma pessoa fingida, mas o meu conceito. Em 2009, serei soldado de batalha. E desde que resolvi analisar o porquê destas metas estou inclinada a culpar Maysa. É, a cantora da minissérie, mãe de Jaime Monjardim. Nunca serei louca como ela, mas Maysa é o meu ícone de liberdade. E em 2009 acho que quero ser livre. Não livre, no conceito do senso comum, mas livre no meu conceito.
Talvez, assim como emagrecer – minha meta highlander – eu não consiga atingir essas também. Mas, são as minhas metas para 2009 e ponto. Estou adorando isso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Farol

Quando vi aquela cena do filme que assisti no domingo (sozinha) me deu uma vontade enorme de correr para um farol abandonado e ficar sentada na campina vendo o mar no fim de uma tarde qualquer. Ela só precisava ser alaranjada. Outono, talvez.
Me deu uma vontade tão grande de sentir aquela plenitude.
Me deu uma vontade tão grande de ser um jarro de cristal transparente com curvas leves e refinadas.
Me deu uma vontade tão grande de pegar aquele mar, o sol, o alaranjado do fim da tarde de outono, o farol e transformar tudo em líquido.
Me deu vontade de encher o jarro com aquele líquido até transbordar.
Cheia.
Plena.
E depois que você chegou, recebemos visitas, comemos, rimos, relembramos a briga da noite anterior, cansamos, tomamos banho. Depois de tudo, quando estávamos lá deitados no quase escuro, quietos, em silêncio, eu senti.
Senti uma coisa encher e transbordar.
Foi tão rápido que eu quase não senti.
Se eu não estivesse quieta, no quase escuro, confortável, em silêncio, eu não tinha sentido. E foi assim, sem mar, sem tarde alaranjada, sem farol.
Eu senti.
Eu não amo você, tenho ciúmes, pensamentos doentios. Às vezes, eu fico olhando pra você e pensando se devíamos mesmo estar juntos ou por quanto tempo vamos permanecer juntos.
Mesmo assim, eu senti.
Então, resolvi não pensar. Resolvi esquecer que eu fico tentando decifrar o que eu sinto. Esquecer que eu gosto. Esquecer que não gosto. Esquecer que me faz sorrir. Esquecer que me faz chorar. Esquecer que é perfeito. Esquecer que é imperfeito.
Esquecer e só deixar você. Você, o quase escuro, a cortina rosa pink, o lençol de borboletas, os três travesseiros, a fresta de céu estrelado.

Ádios

Finalmente, você saiu da minha vida.
Esperei tanto por esse dia.
Sinto alívio e uma dose de raiva.
Raiva porque alguém vai perguntar: “(..) e fulana, você já comeu?”.
E “fulana” sou eu.
Alguém vai te perguntar, quase sem se mexer, ainda um pouco ofegante ao sentir algum vento frio correndo pelo corpo.
Já fiz isso.
Na verdade, nunca disse a palavra “comer” porque nessa época eu ainda não falava palavrão e “comer” pra mim é palavrão.
E você vai olhar para alguém de lado e vai dizer “sim” com a boca ou com os olhos.
Acho que com a boca mesmo. Pra alguém você não mente.
E ele diz que não mente para mim.
E eu nunca fiquei tão aliviada em deixar pra trás algo que achei que não conseguiria.
E eu não preciso mais ter vergonha dela. Nem de ninguém. Nem de alguém. Nem de nada.
Estou feliz. Nunca fui triste.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Carta

Já estava me arrumando para ir dormir quando me deu vontade de ouvir aquela música. Acho que nem deve saber que ela me faz lembrar você – já que ela não faz parte da nossa lista oficial de músicas – e, não lembra, na verdade. Fazer lembrar é diferente de fazer sentir. Aquela música me faz sentir. Senti outra vez. Havia muito tempo que eu não sentia aquilo que era tão corriqueiro. Eu tinha 15 anos. Senti como se ainda tivesse. E voltei a ter vontade de programar a nossa viagem, fantasiar encontros, imaginar diálogos, te fazer parar de ser manhoso e te dá um labrador de presente – para fazer companhia ao meu sharpei, naquela chácara que ainda não existe.
Ontem a noite voltei a desejar que você aparecesse na minha porta com o rosto escondido atrás de ramalhetes de margaridas. Me deu vontade de ler aquelas cartas outra vez. E rezar outra vez. E ver o dia nascer. E ouvir como nasce o sol carioca.
A música se repetia. E eu não senti vontade de chorar. Nem de sorrir. Só sentia. A menina cresceu. E você só percebeu isso porque não estava aqui. Não te contei sobre todas as minhas novas paixões, mas soube que você estava certo quando uma das antigas ficou para trás. Não compartilhei com você minhas paranóias, meu ciúme, minhas cólicas. Você nem sabe que eu quase não sinto mais cólica.
Mas ontem, percebi que nada mudou. E aquela história de “para sempre” é verdade. Caramba! Tudo aquilo é verdade. E os nossos cinco dias oficias continuam existindo (Natal, Reveillon, meu aniversario, seu aniversario e nosso aniversario). E disso eu tive certeza quando depois de meses e meses o identificador de chamadas acusou aquele número. O número que eu decorei desde que tinha 15 anos. E descobri que não tenho mais o seu número na minha agenda, mas eu sabia que era você.
E todo mundo pode achar isso uma verdadeira bobagem. Ou podem achar que sou promiscua, já que agora eu faço parte do grupo de pessoas que podem ser promiscuas. Mas, não é nada disso. É você. E nada de errado ou ruim acontece quando você também está no jogo. O que estou dizendo? Não existe jogo.
Ontem a noite, adormeci cheia de uma única e boa certeza. Eu continuo com 15 anos e, você continua aqui (mesmo longe).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Novo ano. Velhos tempos.

Sozinha.
Estou sozinha.
Sozinha como não ficava há muito tempo.
15 dias? Por aí.
Já é 2009 e, eu nada disse sobre isso.
Já é 2009 e eu nem tinha me dado conta disso.
Percebi agora, sozinha.
Fui ler os posts delas e me dei conta.
Elas não escrevem, elas conversam.
Eu não converso, eu escrevo.
Hoje, sozinha, resolvi conversar.
Falar que está chovendo e chuva me traz nostalgia.
Falar que estou com preguiça e muita vontade de trabalhar ao mesmo tempo.
Concordar que o espírito de Natal também não tocou meu coração esse ano, mas mesmo assim continuo acreditando em Papai Noel.
Queria falar e tomar chocolate quente.
E reclamar que engordei 1,3 kg durante as férias e não podia estar tomando aquele chocolate quente.
E suspirar dizendo que queria muito passar esse fim de semana viajando com ele.
E perguntar se concordam que eu sugira isso.
E ouvir elas dizendo: “Claro! Você tem que parar de agir assim, você já cresceu (...)” e blá bláblá.
Cresci.
2008 foi o ano que eu cresci.
2008 foi o ano que descobri que xingar é muito bom.
2008 foi o ano que constatei que a barriga que a cerveja deixa em mim não compensa o seu “efeito”.
Em 2008 aprendi que passar ferro pode ser muito doloroso se você não possui um domínio sobre ele e subir em vasos sanitários é realmente muito (!) perigoso - conselho do ano: jamais façam isso.
Foi em 2008 que plantei o fruto do qual vou viver por toda a minha vida.
Descobri que viajar com ele é muito bom. Mas, eu preciso aprender a escolher hotéis.
Aprendi a fazer novos molhos, patês e uma receita diferente de brusqueta.
Esse (aquele?) foi o ano que quase perdi os cachos do meu cabelo.
Cobrar. Eu aprendi a cobrar.
E entendi que coisas realmente boas acontecem por trás de coisas ruins.
Em 2008 eu perdi e, ganhei muito com isso.
Foi em 2008 que tive ainda mais certeza que não vai acabar. Estúpida, cheguei a achar que acabaria. "Sorria e saiba o que eu sei (...)". Vamos continuar sorrindo e sabendo...
Fui feliz em 2008. Fui feliz durante todos os anos da minha vidinha de 20 e poucos, mas em 2008 fui feliz comigo e por mim.
2008 foi o meu ano.
Foi em 2008 que descobri que eu consigo pelo menos três vezes o que muita mulher não consegue umazinha só.
Me tornei muito mais bonita em 2008. Mais bonita, mais chata, mais introspectiva, observadora, boca suja, fresca, magra, organizada, engraçada, dona de casa e até um pouco perfeccionista.
Gostei de escrever em 2008.
Gostei de 2008.
Feliz ano velho.
Bem vindo, ano novo!