Twitter (particular):
Inconformismo: eu choro cada vez menos, penso cada vez menos, luto cada vez menos, mas sinto. e não entendo porque tem que ser assim.
*
terça-feira, 29 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Coletânea
Numa manhã teimosa, ela ressolveu ler Tati, eu ouvi. E entre todos aquelas palavras, aquelas sempre familiares, que há tempos eu não me preocupava em interpretar ou me encontrar, descobrimos (mais) semelhanças crueis e felizes. Muita coisa podia ter saido de mim, se morta fosse, realmente acreditaria na teoria da psicografia.
Muita coisa podia ter saido de mim, das partes de Tati que são minhas. Das minhas partes que ela descreve:
*
*
"Apesar da gente nunca ter namorado ou casado ou feito planos, hoje completamos oito anos juntos. (...) Nunca contamos o tempo ou demos nomes aos nossos sentimentos de compromisso. (...) Foi e foi e foi. Aquilo que dizem sobre o que é pra ser. Simplesmente fomos e continuamos sendo. (...) Mas é isso, sou feliz com você. Sem esforço e mesmo sendo, muitas vezes, bem infeliz. Sou feliz. (...) Não fomos fáceis a nada e nem a ninguém, mas cá estamos. Sem a comemoração deslumbrada e terrivelmente curta do amor e por isso mesmo podendo celebrar o pouco cabível de cada instante. (...) Vai começar a chover e eu posso chorar. Hoje completamos oito anos juntos e eu só queria um presente. Voltar no tempo, me encontrar e chacoalhar meu corpo. Aquela época em que eu já estava quase cínica mas ainda acreditava em um relacionamento com todas as forças do mundo. Porque quanto mais cinismo e cansaço, mais força fazemos e mais forte parece. Eu queria me chacoalhar e dizer que ele existe, sim, o tal do amor, mas você, querida, não sabe ainda nada disso. (...) Amar um homem não é o telefone que não toca, é o telefone que toca (...). Foi e foi e foi e cá estamos.". Tati Bernardi.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Muralha
Não faz sentido algum. Eu acabei de entender que não faz sentido algum. Eu sei que não enxergo nada através da sua pele. Desde o seu passado até se prefere pizza de frango com milho ou de frango e de milho. Nada sobre a disposição do seu dia. Nada sobre você ser medroso ou cretino. Mesmo assim, eu ainda quero continuar tentado pular o grande muro. Já chutei, empurrei, apedrejei. Mas, você sempre permaneceu intacto. Superior. Inatingível. E tudo se transformou em um problema meu. Era eu brigando com a minha ansiedade, com os meus medos, com as minhas limitações para tentar encaixar aquela parede sem fim bem ali na minha vida. Até que um dia eu cansei de berrar pra nada, gritar pra ninguém. Eu desgastada, você intocável. Então eu corri. Arght! Eu sou tão idiota. E você é uma muralha. Muralhas não têm fim. E mesmo que eu não olhasse pra trás, era sua a sombra no chão que eu pisava. Era estranho. Nostálgico. Injusto. E de tanto refletir sobre o quanto era injusto, eu achei que podia tentar voltar. E em frente àquela imensidão de coisas empilhadas sem nenhuma definição do que realmente forma tudo aquilo, senti vontade outra vez de descobrir o que havia ali do outro lado. E preferi cutucar ao invés de chutar. Rabiscar ao invés de apedrejar. Escalar ao invés de empurrar. E mesmo tendo certeza de que eu não quero ficar lá dentro, eu insisto em atravessar. Eu preciso. De alguma forma, eu preciso. E quanto mais perto da parede, mais próximo estou do outro lado. Mais perto de você.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Twitter (particular):
"- Talvez isso seja só uma idéia idiota e romântica sul-americana, mas preciso que você entenda... querida, por você eu estou disposto até a sofrer - diz ele. - Qualquer que seja a dor que nos aconteça no futuro, já aceito, simplesmente pelo prazer de estar com você agora. Vamos aproveitar este tempo. Isso é maravilhoso". (trecho - um dos melhores - do livro "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert).
*
"- Talvez isso seja só uma idéia idiota e romântica sul-americana, mas preciso que você entenda... querida, por você eu estou disposto até a sofrer - diz ele. - Qualquer que seja a dor que nos aconteça no futuro, já aceito, simplesmente pelo prazer de estar com você agora. Vamos aproveitar este tempo. Isso é maravilhoso". (trecho - um dos melhores - do livro "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert).
*
Assinar:
Postagens (Atom)
