quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Quase chuva
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Re-significar
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Revoada
terça-feira, 6 de julho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Diferentes do mundo
terça-feira, 18 de maio de 2010
17:25h
terça-feira, 11 de maio de 2010
Metade
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Só
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Pura estudipez
segunda-feira, 12 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Em frente
segunda-feira, 15 de março de 2010
Vista
quinta-feira, 11 de março de 2010
Quase só
terça-feira, 9 de março de 2010
Cof cof
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Indiferente
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Outro lugar
Eu posso sentir o vento mais leve do que pesado. Frio e morno. A pouca luz que passa entre as nuvens espessas que escondem o sol, transformando todas às 12 horas do dia em fim de tarde. Longos como dias de férias. Sem pressa, as folhas correm ao redor das árvores. Secas. e os personagens vão tomando seus lugares a medida que a cidade se constrói. Quando é cidade. Pode ser montanha. Ou a vista da janela da sala. Pode ser aquele lugar que não faz parte de lugar nenhum. Encontrado na memória ou na imaginação. Em todo lugar ele está. Menos aqui. Tomado por uma sinfonia de silêncio regida pelo grunhido dos pássaros ou a buzina dos carros. Não importa, contanto que estejam em harmonia com o cheiro de brisa e a fresta de luz que pinta tudo de laranja poente. Laranja poente. Adoro essa cor.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Romeu e Julieta de merda
Nossa história podia ser um clássico romance com elementos épicos que representasse a igualdade e o amor supremo vencendo preconceitos e unindo pessoas que possuem histórias de vidas diferentes e encantadoras. Poderia, se você quisesse. Mas, o preconceito não passa dos meus pensamentos lunáticos e fúteis que me fazem perder o sono antes de dormir. E a parte encantadora ficou há mais de um ano atrás quando duas pessoas começaram a se conhecer até descobrirem que, na verdade, é tudo igual. – Ou melhor, é bem diferente de tudo que se espera que pessoas que dizem que se gostam, mas que nunca foram encorajadas a disserem que se amam. Algo parecido com uma árvore com a poda errada, que cresce torta e pode cair a qualquer momento (estou sensível a uma reportagem sobre a saúde arbórea que vi em Ana Maria Braga essa semana – poderia até dizer que foi no Discovery, mas foi na Ana Maria mesmo). – E com o tempo se começa a pensar no que ainda é possível construir com esse resto de lenha, ou se comprar outro frasco de sabonete de leite não é jogar dinheiro fora. Não preciso parar para escrever sobre tudo isso – de novo – para ter a sensação de que estou perdendo um tempo precioso da minha vidinha. Estou mesmo. Não gosto quando os assuntos se repetem e esse... fala sério. Tenho pena de quem lê esse blog (se é que algum ser vivente ainda o faz). Mas, meus caros, a gente não pode fugir do que sente. E por mais que eu não tenha certeza exatamente do que sinto, sei onde quero estar. Não onde quero estar por toda minha vida, mas, onde quero estar até conseguir sair de fininho. Fininho de mim, claro. De fininho para nem eu mesma perceber. Eu crio uns jogos para mim mesma que às vezes funcionam. Outras eu me jogo mesmo é na cama, no sofá, no banheiro... e choro até quase a morte. Mas, às vezes eu me enrolo e dá certo. Eu me enrolo, você (literalmente) me enrola... até Julieta enrolou Romeu, e se ferrou depois. Só estou tentando não me ferrar também. Eu não vou mentir pra ninguém, preferia estar aqui falando que me apaixonei de novo pelo meu médico super fofo, pelo carinha da boate de sábado, pelo ser que me acordou 6:00h da manhã para pedir água pelo interfone... qualquer nova aventura amorosa estava valendo, mas não. Nãooo... minha vida está estacionada, meus sentimentos estão estacionados e, claro, meus problemas de relacionamento idem. Só uma última coisa, não se assustem se amanhã eu escrever outro texto dizendo o quanto estou apaixonada e como o mundo é colorido e maravilhoso porque é sempre assim depois da serenata. E a vida segue... (no meu caso, talvez não.).
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Sr(a). Estranho
Nesse dia arrastado, acredito que feito para acalentar minhas múltiplas demasiadas angustia infundadas, fui moderar os comentários do blog e lá estava, mais uma vez, as sábias palavras do querido (ou querida – segundo Mister J.) Anônimo. E eu tive a sensação que talvez, para alguém, eu seja apenas o que escrevo. Talvez, para alguém, eu seja essas centenas de palavras que se acumulam nesse espaço virtual quase inexistente. Até então, real apenas dentro de mim. Esse lugar que confunde as minhas mentiras e as mentiras sobre minhas mentiras. O que passa e o que fica. E fiquei a imaginar esse ser – conhecido ou não – juntando os pedaços de mim que se espalham nessa tela marrom. E não sei se foi curiosidade ou interesse, mas queria saber quem é essa pessoa. Não ele o anônimo, mas eu. Que leitura será que alguém é capaz de fazer sobre eu vestindo tudo isso aqui. Feliz, triste, inconstante, louca, chata, arrogante, pessimista, boba... sei lá. E, principalmente, se tudo isso junto, me restringe ou me completa. Talvez, tanta coisa não caiba no espelho.
Em 2010...
Hoje o dia está mais calmo que o normal. Calmo de dá medo. E aproveitei esses dois altos na merda da minha vida agitada para escrever o que vai e vem da minha cabeça nos últimos 11 dias. Na verdade, nos primeiros 11 dias desse ano novo que a gente tá vendo nascer. A minha lista. A lista que não fiz sobre o que quero para 2010. Pior que isso, a lista que eu acho que deveria ter feito porque todo mundo fez uma, mas vontade mesmo, não tenho nenhuma. Então, fico pensando porque diabas eu não parei e escrevi tudo que eu esperava de 2010. Talvez eu não acredite em 2010. Talvez eu tenha perdido a crença nessa coisa de que aumentamos um número no último digito do ano e tudo muda. Talvez eu estivesse esperando que ao primeiro minuto do dia 01 de janeiro de 2010 um cometa invisível e radiante movido por uma força mágica e rosa cintilante passasse pela Terra e transformasse tudo. Nada aconteceu. Talvez isso tenha me frustrando um pouco. Porque eu tava tão cansada de 2009, com o saco tão cheio daquele ano que tenho medo de descobrir que, na verdade, nada mudou. Não aconteceu nenhum milagre fora ou dentro de mim. Tudo começou como acabou e deve ser isso aí. É verdade, estou parecendo bem pessimista mesmo. Acho que o que mais detestei em 2009 foi que esse maldito ano me colocou cara a cara com a realidade. E agora é muito mais difícil mentir pra mim mesma. Fico naquela de mentir sabendo que estou mentindo, sabe?! Aquele fingimento consciente. Que bela pessoa me tornei, nem eu mesma acredito nas coisas que invento... odeio o mundo real e agora não consigo fugir dele.