sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Fragmento
(...) é aquela conversa por olhares, é a vontade de que passem uma borracha em tudo (e todos) que não seja nós dois. É não conseguir ser indiferente a sua presença. É olhar para você e desconfiar que quer a mesma coisa, é sentir o seu abraço e ter certeza. É, inclusive, não ter certeza.
Chuva de verão
Às vezes esqueço que você não me pertence.
Às vezes eu sinto a sua falta.
Às vezes tento entender porque não estamos juntos.
Às vezes não entendo o não permanecer.
Às vezes tenho a certeza que você sempre estará ao meu alcance.
Às vezes não têm paixão.
Outras vezes existe querer.
Às vezes brincamos de nos pertencer.
Atuamos na constante tentativa de viver.
Às vezes deixamos de vestir os personagens.
Às vezes encontramos nosso figurino pendurado em um cabide escondido no fundo do armário.
Às vezes dá saudade.
Às vezes não.
Às vezes mando um sinal para ver se você está a fim de se recompor.
Às vezes você liga e pede para eu me vestir.
Voltamos a atuar.
Às vezes atuamos por um ou dois meses.
Às vezes interpretamos por 19 minutos.
Às vezes nos magoamos.
Às vezes fingimos estar apaixonados.
Às vezes pensamos estar apaixonados.
Às vezes fazemos o papel de amigos.
Outras de namorados.
Às vezes nada somos.
Eu.
Você.
Às vezes, nós.
Às vezes eu sinto a sua falta.
Às vezes tento entender porque não estamos juntos.
Às vezes não entendo o não permanecer.
Às vezes tenho a certeza que você sempre estará ao meu alcance.
Às vezes não têm paixão.
Outras vezes existe querer.
Às vezes brincamos de nos pertencer.
Atuamos na constante tentativa de viver.
Às vezes deixamos de vestir os personagens.
Às vezes encontramos nosso figurino pendurado em um cabide escondido no fundo do armário.
Às vezes dá saudade.
Às vezes não.
Às vezes mando um sinal para ver se você está a fim de se recompor.
Às vezes você liga e pede para eu me vestir.
Voltamos a atuar.
Às vezes atuamos por um ou dois meses.
Às vezes interpretamos por 19 minutos.
Às vezes nos magoamos.
Às vezes fingimos estar apaixonados.
Às vezes pensamos estar apaixonados.
Às vezes fazemos o papel de amigos.
Outras de namorados.
Às vezes nada somos.
Eu.
Você.
Às vezes, nós.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Coisas de amigas.
Cansei de falar desses * (não posso xingar, sou uma boa menina) que aparecem ai pela minha vida e pela de tantas outras. Muitos tentam entender as mulheres; porque gostamos de fofoca, porque não vamos ao banheiro sozinhas, porque não nos importamos em dormir juntas e tomar banho juntas... coisas de mulher?Não!
Coisas de amigas?
Também, mas se ficar só nisso são apenas conhecidas, colegas.
Sou tão feliz com minhas amigas que as vezes penso que já não cabe outra, ou outras. 24 horas comigo, ou não. Aqui, em Salvador, Barreiras ou Brasília; não importa.
É o tocar de telefone no meio da madrugada, ouvir nada mais que prantos do outro lado e mesmo assim entender direitinho o que está acontecendo.
É o abraço saltitante no reencontro.
É passar o final de semana inteiro como enfermeira ao lado de alguém e sentir que aquele é o melhor lugar onde pode-se estar, mais do que isso, é sentir-se especialmente feliz por estar ali.
É inclusive odiar a palavra enfermeira.
É o pedacinho que forma cada uma e se molda como uma bela colcha de retalhos.
A mais perfeita colcha de retalhos.
É saber para quem ligar quando sei que mereço uma bronca, ou quando só quero que me ouçam, ou ainda, vibre com o meu pecado inocente.
São várias.
É uma.
São únicas, as minhas amigas.
Amigas ligam de volta dois segundos depois de desligar o telefone só porque sentiu a sua voz um pouquinho triste.
Amigas voltam na sua casa só pra te dar um abraço quando tem certeza.
Amigas não desligam o celular e te atendem a qualquer hora da madrugada.
Elas fazem você sorrir da besteira que cometeu. E é bom deixar sempre claro: amigas não são lésbicas.
As amigas existem exatamente para te ajudar a xingar aquele cara que aprontou com você ou repetir dez mil vezes o quanto a outra que ela arrumou é desprovida de beleza.
E o cabelo dela?
Palha pura.
Amiga, vamos dar a ela uma hidratação de presente?
Pobrezinha.
A amiga se sente filha da sua mãe e briga com você quando grita com sua irmã mais nova. Ela é a única que lembra que você não pode comer abacaxi. Amigas têm centenas de apelidos e conversam por telepatia. E, se às vezes, assim como por um estalo, você também ouve dentro de você uma voz aconchegante, ainda que estridente: “Que bom que ela existe!”.
Já era. Tens uma amiga.
E eu ouço o tempo inteiro.
Entrelinhas.
Dias pós você são sempre assim, diferentes dos outros. Quantas vezes já não disse isso? E por mais quantas vezes vou continuar repetindo? Você esteve aqui ontem, e sinceramente, dessa vez não sei descrever o que aconteceu entre nós. Não sei discorrer em nada sobre a liberdade em nos permitir. Não quero falar o quanto de errado existe em mim e como eu não importo com isso. Ou finjo que não me importo. Não sei ao certo o quanto de você existe em mim e a diferença que faz o pouco de mim que existe em você. Não consigo mensurar o quanto me consome ou se é tudo que me toca. Não sei se você percebeu as vezes que estive assustada ou as que estive segura. Não entendo porque não tive vergonha. Não sei ao certo porque consigo descrever das coisas mais simples as mais complexas, mas algumas outras bem especiais não me inspiro a compartilhar.
Bobo
Se eu tivesse uma varinha de condão...
faria aparecer um lugar só meu e seu; um lugar onde não exista passado, nem futuro.
Um esconderijo ao ar livre.
Se eu tivesse uma varinha de condão...
faria possível meu querer, assumiria essa paixão e te tornaria meu, e só.
Se eu tivesse uma varinha de condão...
faria aparecer um lugar só meu e seu; um lugar onde não exista passado, nem futuro.
Um esconderijo ao ar livre.
Se eu tivesse uma varinha de condão...
faria possível meu querer, assumiria essa paixão e te tornaria meu, e só.
Se eu tivesse uma varinha de condão...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Rima.
Sinto seu toque, mas é só o vento.
Fecho meus olhos e vejo você entrar.
Procuro o restinho do seu cheiro no meu travesseiro e no vestido vermelho que escolhi esperando você chegar.
Não precisa de muita imaginação; já produzi todas as cenas. Não existe palavra que deixei sem rimar.
Me traduzo nos versos e sonho com seus gestos depois de deitar.
Me mantenho acordada pensando nas palavras que a sua respiração queria sufocar.
Faço poesia da sintonia dos nossos corpos ao se tocar.
Me vê de longe, mas sabe o que em mim esconde ao me observar.
Te sinto perto e sei ao certo o quanto seu coração pode pulsar.
Me perco no ritmo, me prendo ao ilícito e não tenho medo de pecar.
Assumo meu erro, embora não admita que essa é a melhor maneira de acertar.
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