
É inverno dentro de mim.
Nada mais floresce quando meus olhos se deparam com você; o conjunto de tudo que me inspira.
Nada mais floresce quando meus olhos se deparam com você; o conjunto de tudo que me inspira.
Nenhum vento de primavera sopra devagar, fazendo gélida minha pele ao escapar um só pensamento seu.
Me sinto nua como árvores de outono; ainda que livre do peso das folhas, vazia por estar habituada a sua presença.
Me sinto nua como árvores de outono; ainda que livre do peso das folhas, vazia por estar habituada a sua presença.
O sol sufocante de verão já não aquece mais o meu peito quando ouço o seu nome.
E te abraçar não é mais como mergulhar em uma piscina durante uma tarde de janeiro.
Em que esquina perdemos o frescor?
E te abraçar não é mais como mergulhar em uma piscina durante uma tarde de janeiro.
Em que esquina perdemos o frescor?
Sinto falta da sensação das flores abrindo-se aqui, bem dentro de mim.
Será que elas cresceram tanto que sufocaram umas as outras e morreram?
É uma possibilidade. Faltava quem colhesse.
Talvez quem regasse.
Difícil dizer isso, porém melhor que tenham morrido as suas.
Difícil: estava habituada com todas elas crescendo, murchando, crescendo, murchando.
Melhor: elas resistiram tempo demais; assim sem cuidado já eram para terem deixado de existir há séculos.
E meu coração seria apenas um cemitério colorido.
Um campo de flores sem vida para depois, então, nascer às verdadeiras flores do campo.
E Deus ajude que, das suas, não existam sementes.
É uma possibilidade. Faltava quem colhesse.
Talvez quem regasse.
Difícil dizer isso, porém melhor que tenham morrido as suas.
Difícil: estava habituada com todas elas crescendo, murchando, crescendo, murchando.
Melhor: elas resistiram tempo demais; assim sem cuidado já eram para terem deixado de existir há séculos.
E meu coração seria apenas um cemitério colorido.
Um campo de flores sem vida para depois, então, nascer às verdadeiras flores do campo.
E Deus ajude que, das suas, não existam sementes.