Podia passar o resto do dia cantando: “Me surpreende...”. Mas, essa música não é sua. Ainda bem. Mesmo assim você me surpreendeu. E eu adorei. E alguma coisa mudou aqui dentro. E não vou falar que eu não quero que seja assim intenso e diferente. (Apesar de ter medo que seja mais intenso que diferente). E eu não vou te esquecer. Não precisa pedir ou se preocupar. E eu sei que estou falando um monte de coisa sem nexo, mas deixa pra lá. Só preciso escrever. Estou com um pouco de culpa porque eu não te dei um presente de Natal. E você me deu um presente em uma sacola grande, colorida e arrumada. E fiquei feliz e constrangida. E só de pensar que eu não comprei o seu presente para não te deixar constrangido. E quem foi que me disse que eu sei alguma coisa da vida? Não me ensinaram a demonstrar esse tipo de carinho. Na verdade, me ensinaram. Mas, meu orgulho não permite! Estou feliz e constrangida. Odeio sentir peso na consciência. Amo o Natal. Vou sentir a sua falta, mas quem sabe só até o reveillon. Será? Uuiiii.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Arght! Sem título
Você faz falta.
Estou tendo que me virar sozinha e, isso tem sido quase um problema.
Tudo bem, eu sei que consigo, afinal não sou tapada. Era, não sou mais. Mas, que é muito mais chato sem você, isso é.
Quando voltei do médico na terça você não estava aqui para me acalmar e dizer: não seja boba, isso é normal - como boa consultora que é.
E também eu não tinha com que debater o diálogo que eu usaria para contar pra ele e não ficar constrangida. Sendo assim, não pensei na melhor forma, ou na mais engraçada, ou na simples, porém preocupada o suficiente por ser uma boa menina.
E ontem, depois de ficar entediada com aquela porra ardendo pra caralho você também não estava aqui pra passar na doceria e pegar duas fatias de torta para comermos vendo Tv lá em casa, já que eu não podia sair.
Tenho várias contas para pagar na bolsa e você não está aqui para me ajudar com os códigos de barra e ainda me fazer rir (muito!) com isso. Acho que vou atrasar tudo até você chegar.
Acabei de ler seu blog e o meu blog e você não está aqui para debatermos. Tenho duas versões para o seu último post, mas eu sei que uma com certeza é a verdadeira e a outra é bem remota. E depois que isso se confirmar você vai dizer que não quer mais falar sobre o assunto. E vai me perguntar quinze minutos depois o que eu acho. E eu vou dizer outra vez que você precisa tomar uma atitude, ou não. – É foda ficarmos restritos as convenções!
Ai você me daria um olhar triste e fuzilador. Triste porque é foda mesmo e, fuzilador porque eu disse “É foda!”.
E o pior de tudo isso é que não tem uma janelinha na minha tela piscando com seu nome.
Arght! Assim, não posso enviar, ouvir os comentários, definir o titulo e publicar. E é por isso que esse texto está sem titulo.
Não podemos avançar nos itens da lista.
Ohh sábado que não chega.
Estou tendo que me virar sozinha e, isso tem sido quase um problema.
Tudo bem, eu sei que consigo, afinal não sou tapada. Era, não sou mais. Mas, que é muito mais chato sem você, isso é.
Quando voltei do médico na terça você não estava aqui para me acalmar e dizer: não seja boba, isso é normal - como boa consultora que é.
E também eu não tinha com que debater o diálogo que eu usaria para contar pra ele e não ficar constrangida. Sendo assim, não pensei na melhor forma, ou na mais engraçada, ou na simples, porém preocupada o suficiente por ser uma boa menina.
E ontem, depois de ficar entediada com aquela porra ardendo pra caralho você também não estava aqui pra passar na doceria e pegar duas fatias de torta para comermos vendo Tv lá em casa, já que eu não podia sair.
Tenho várias contas para pagar na bolsa e você não está aqui para me ajudar com os códigos de barra e ainda me fazer rir (muito!) com isso. Acho que vou atrasar tudo até você chegar.
Acabei de ler seu blog e o meu blog e você não está aqui para debatermos. Tenho duas versões para o seu último post, mas eu sei que uma com certeza é a verdadeira e a outra é bem remota. E depois que isso se confirmar você vai dizer que não quer mais falar sobre o assunto. E vai me perguntar quinze minutos depois o que eu acho. E eu vou dizer outra vez que você precisa tomar uma atitude, ou não. – É foda ficarmos restritos as convenções!
Ai você me daria um olhar triste e fuzilador. Triste porque é foda mesmo e, fuzilador porque eu disse “É foda!”.
E o pior de tudo isso é que não tem uma janelinha na minha tela piscando com seu nome.
Arght! Assim, não posso enviar, ouvir os comentários, definir o titulo e publicar. E é por isso que esse texto está sem titulo.
Não podemos avançar nos itens da lista.
Ohh sábado que não chega.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Lina
Há algum tempo achava que Lina era meu maior problema. Lina era uma ameaça. Lina não se tocava. Uma guria pervertida. Assanhada. Sonsa. Mas, Lina era gorda e tinha o cabelo cacheado (tipo palha). Feia a tal da Lina. E como tirava meu sono. E ela ligava e, ele atendia. E Lina quase conseguiu estragar nossa viagem de “lua-de-mel”. Que raiva eu sentia de Lina. Criei uma estória para Lina. Fantasiei. Ela quase roubava ele de mim. Eu quase entreguava ele a Lina. Ahhh, Lina!!!! Final de semana eu sabia que Lina vinha. Quando não sabia eu deduzia e, acreditava. Ele só pode estar com Lina. Talvez estivesse. Talvez esteja. Talvez ela tenha ligado ontem e eu não tenha visto. Talvez tenha sido ela e não João. Mesmo assim, depois de ontem só consigo pensar: Pobre Lina! Adiantou o que Lina? Quem é Lina? Depois de ontem comecei até gostar de Lina. Depois de ontem fiquei até feliz do meu único problema ser: Lina e, só.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
A espera
Estou aqui pensando que preciso ir embora. Passar no banco, farmácia, padaria. Arrumar a casa. Trocar os lençóis. Pegar toalhas limpas. Preparar algo bobo para o jantar, que não será jantar – você nunca come aqui (ops, lá). Tomar banho. Escolher aquela roupinha casual de quem está esperando alguém e quer fingir que não se preparou pra isso. Ver Tv. Esperar o telefone tocar: - Tô aqui embaixo.
Match Point
Puta que pariu.
Só isso que eu queria escrever:
PUTA QUE PARIU!
Sabe quantos anos eu fico aqui a mercê de você? Quantos anos eu faço papel de idiota?
Idiota, é isso mesmo. Eu sou idiota. Podia até pregar na minha testa uma placa escrito: Eis aqui uma idiota. E se quando eu morrer isso ainda for latente na minha vida pode escrever no meu lindo e eterno jazigo que ficará a sombra de um ipê: - Jaz aqui uma idiota.
Às vezes eu me sinto uma bosta de mulher. Uma bosta por ser ela e não eu. Uma bostinha de mulher. É isso, sou uma bostinha de mulher. Sei que é exagero mais estou me sentindo como aquela mulher que namora anos com o cara, anos... e um belo dia eles acabam e ele casa com outra em duas semanas. Exagero. Dessa forma, parece que estamos falando de oficiais e, não estamos. Na verdade, me sinto aquela mulher que é amante do cara anos e anos. Ele separa da esposa e... fica com ela definitivamente? Não!!! Fica com outra que nem fazia parte da história. E eu de camarote.
Sou uma idiota. Bostinha de mulher.
E a outra (que pode ser a futura atual, ou já é) é legal. Como ela é legal! Que porra, ela é legal! Você não podia escolher uma daquelas filhas da puta que eu odeio? Não podia ficar com uma das suas amigas jubiracas? Pelo menos eu podia sentir ainda mais raiva delas. E ódio delas. E vontade de voar no pescoço delas. Mas, nem isso eu posso. Eu amo ela, porra!!! Não posso ficar louca de raiva e usar minha lista preferida de xingamentos. Eu queria. Juro que queria fazer um barraco. Não por você, há uns dois textos atrás já disse que não existe mais aquela coisa entre a gente. Mas, pelo jogo. O jogo era legal. E agora eu perdi o jogo. Match point.
Só isso que eu queria escrever:
PUTA QUE PARIU!
Sabe quantos anos eu fico aqui a mercê de você? Quantos anos eu faço papel de idiota?
Idiota, é isso mesmo. Eu sou idiota. Podia até pregar na minha testa uma placa escrito: Eis aqui uma idiota. E se quando eu morrer isso ainda for latente na minha vida pode escrever no meu lindo e eterno jazigo que ficará a sombra de um ipê: - Jaz aqui uma idiota.
Às vezes eu me sinto uma bosta de mulher. Uma bosta por ser ela e não eu. Uma bostinha de mulher. É isso, sou uma bostinha de mulher. Sei que é exagero mais estou me sentindo como aquela mulher que namora anos com o cara, anos... e um belo dia eles acabam e ele casa com outra em duas semanas. Exagero. Dessa forma, parece que estamos falando de oficiais e, não estamos. Na verdade, me sinto aquela mulher que é amante do cara anos e anos. Ele separa da esposa e... fica com ela definitivamente? Não!!! Fica com outra que nem fazia parte da história. E eu de camarote.
Sou uma idiota. Bostinha de mulher.
E a outra (que pode ser a futura atual, ou já é) é legal. Como ela é legal! Que porra, ela é legal! Você não podia escolher uma daquelas filhas da puta que eu odeio? Não podia ficar com uma das suas amigas jubiracas? Pelo menos eu podia sentir ainda mais raiva delas. E ódio delas. E vontade de voar no pescoço delas. Mas, nem isso eu posso. Eu amo ela, porra!!! Não posso ficar louca de raiva e usar minha lista preferida de xingamentos. Eu queria. Juro que queria fazer um barraco. Não por você, há uns dois textos atrás já disse que não existe mais aquela coisa entre a gente. Mas, pelo jogo. O jogo era legal. E agora eu perdi o jogo. Match point.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Gaveta
Contexto:
> B. Ferreira --- para refletir: "(...) Você escreve tão bem mas sofrer é chaaaato" (TB). diz:
comecei a arrumar minha gaveta pra parar de chorar
comecei a arrumar minha gaveta pra parar de chorar
> B. Ferreira --- para refletir: "(...) Você escreve tão bem mas sofrer é chaaaato" (TB). diz:
sempre faço isso, então ontem descobri que fazia umas duas semanas que eu não chorava pq ela estava uma bagunça
> B. Ferreira --- para refletir: "(...) Você escreve tão bem mas sofrer é chaaaato" (TB). diz:
ai achei esse texto
sempre faço isso, então ontem descobri que fazia umas duas semanas que eu não chorava pq ela estava uma bagunça
> B. Ferreira --- para refletir: "(...) Você escreve tão bem mas sofrer é chaaaato" (TB). diz:
ai achei esse texto
Sem rodeios. Você me tem mais uma vez nas suas mãos. E quanto mais me entrego a outro alguém, mais pertenço a você. Talvez não inteira, mas aquela pequena parte de mim que não quer te esquecer e, exatamente por ser pequena se une, grita, contagia e sai em passeata persuadindo todas as outras células que me formam e convence.
Às vezes, seus esforços não funcionam e ela enfraquece. Entra em coma, adormece; mas ela sempre sobrevive. É obstinada, a danada!
E quando te sente ali, perto de mim, perto de nós, fica toda assanhada, se enche de razão e sai espalhando por aí que esse sim é o melhor cheiro, que não existe outro abraço.
Bobinha e apaixonada.
Essa tal parte de mim é composta do que existe melhor no mercado em Abstrato Emotivo. Não possui nem 1% de razão. Pequenos pontos com cinco mil tons de rosa e vermelho. E foi se encantar logo com quem...
Confesso que já tentei algumas vezes, mas não consigo matá-la. Para ser sincera, agora nem quero que isso aconteça. Gosto dela. E exatamente por ser tola me faz sorrir, chorar, sentir raiva. E é ai que entendo que estou viva.
Tem espírito de criança, qualquer dia cansa e troca de brinquedo.
Aquarela
Chove.
Gotas que molham as pernas, o colo, a maçã.
Lava os pés e, nada da alma.
Gotas salgadas.
Dói, mas a chuva não alivia.
Esqueça o amor.
Pingos que molham as mãos. Gotas por toda parte.
E o lenço de papel encharcado.
Chove. E ninguém me ouve daqui e se ouvir, dane-se. Só quero trovejar e me inundar no silêncio. Eu quero tudo. Eu não quero nada.
Gotas salgadas borram a história rabiscada em aquarela. E tudo se apaga.
Gotas que molham as pernas, o colo, a maçã.
Lava os pés e, nada da alma.
Gotas salgadas.
Dói, mas a chuva não alivia.
Esqueça o amor.
Pingos que molham as mãos. Gotas por toda parte.
E o lenço de papel encharcado.
Chove. E ninguém me ouve daqui e se ouvir, dane-se. Só quero trovejar e me inundar no silêncio. Eu quero tudo. Eu não quero nada.
Gotas salgadas borram a história rabiscada em aquarela. E tudo se apaga.
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