Fim de tarde de mercado. Tarde de quase chuva. Mais quente que fria. Mas, sente só a brisa. Fim de tarde de sofá. De programação das 17:30h. E daqui de cima, nada parece existir lá embaixo. Lento mundo. Fim de tarde de andar lado a lado com a calçada. Passa na padaria, por favor. Tarde de rede. E tudo se rende. O riso sai, a lágrima prende. Quem vai abrir o portão? Eu já volto. Vento e barro. Biscoito de polvilho. Tarde! A imensidão do que se sente. O pouco que se entende. Entra aqui na rua das goiabas. Fim de tarde sem laranja. Melhor não sair de casa. Melhor seria a outra. Melhor rir com a proposta. Agora, pode subir. Ao som da chuva. Mas, ela leva ou trás? Me encharca de mim. Do medo ao sonho. Do inicio ao fim. O que fica pro fim? O que de mim? E da mesa redonda de mármore? O único lugar que as estrelas brilham mesmo na chuva. Um dia eu vou voltar a tempo de arrumar a árvore de Natal.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
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