O mundo não pára de dá voltas intermináveis no seu próprio eixo e eu continuo aqui, vendo ele passar. Toda vez que acontece uma coisa triste como ontem me dá uma vontade enorme de chorar, mas nem é só por você. É muito mais pelo grito surdo que a vida dá. Te peguei de novo. Ela não me ama. Talvez você sim. Eu estava quase acreditando que podia chorar quando aquelas milhares de pedras de gelo caíram em cima de mim e fecharam o livro. Mas, o que está acontecendo aqui, por pior que seja, não é o melhor? Desci, bati a porta do carro e deixei um mundo lá dentro. Lindo, mas infeliz. Eu consigo viver pela metade, mas não consigo viver com a metade de você. Entro em casa com a sensação de que tinha acabado. Mas o quê? Chegou ao fim daquela “coisa” sem denominação. Sem futuro. O fim daquele “disso” que você odeia e deu um nome que eu não posso repetir. Te peguei de novo – ameaça. Eu não acredito em você. Nela sim. Por mais dor que ela me cause, sempre vai ser menor do que conviver com tudo que você pode tirar de mim. O meu vazio já é grande demais para eu permitir que cavem ainda mais fundo. Você quer muito do meu pouco. Eu preciso de pouco do seu muito, ainda que você já não tenha mais nada pra oferecer. Tem razão. Era preciso coragem.
terça-feira, 11 de maio de 2010
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