terça-feira, 18 de maio de 2010

17:25h

Hoje eu desejei um milagre. Não um grande milagre como ser atropelada ao sair daqui pelo homem da minha vida e casar um ano depois (esse também não seria nada mal). Não. Eu queria apenas um pequeno milagre. Se o meu telefone tocasse e desenhasse aqueles números no visor, então eu saberia que devia seguir pelo caminho que tanto conheço. Se meu telefone tocasse e acendesse aquele número, então eu deveria deixar toda essa loucura que está minha vida e dá meia volta. Não é só porque eu preciso ser salva. É porque todas as vezes que o relógio marca 17:25h eu lembro de você. E sempre são 17:25h. É porque todos os céus estrelados lembram o do seu quintal. E ninguém combina mais com o meu sofá do que você. Mas, é principalmente porque eu beijei ele. E ele não era você. Foi assim que descobri que o seu beijo era o que mais combinava com o meu em todo o mundo. E era meu. Só meu. E quanto mais eu me envolvia eu pensava em voltar para você. Porque por mais difícil que fosse nós dois, nem se compara a tudo isso que está começando agora. Que não podia começar. E se antes eu tinha medo de não te esquecer, agora eu tenho medo de esquecer você.

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