Nossa história podia ser um clássico romance com elementos épicos que representasse a igualdade e o amor supremo vencendo preconceitos e unindo pessoas que possuem histórias de vidas diferentes e encantadoras. Poderia, se você quisesse. Mas, o preconceito não passa dos meus pensamentos lunáticos e fúteis que me fazem perder o sono antes de dormir. E a parte encantadora ficou há mais de um ano atrás quando duas pessoas começaram a se conhecer até descobrirem que, na verdade, é tudo igual. – Ou melhor, é bem diferente de tudo que se espera que pessoas que dizem que se gostam, mas que nunca foram encorajadas a disserem que se amam. Algo parecido com uma árvore com a poda errada, que cresce torta e pode cair a qualquer momento (estou sensível a uma reportagem sobre a saúde arbórea que vi em Ana Maria Braga essa semana – poderia até dizer que foi no Discovery, mas foi na Ana Maria mesmo). – E com o tempo se começa a pensar no que ainda é possível construir com esse resto de lenha, ou se comprar outro frasco de sabonete de leite não é jogar dinheiro fora. Não preciso parar para escrever sobre tudo isso – de novo – para ter a sensação de que estou perdendo um tempo precioso da minha vidinha. Estou mesmo. Não gosto quando os assuntos se repetem e esse... fala sério. Tenho pena de quem lê esse blog (se é que algum ser vivente ainda o faz). Mas, meus caros, a gente não pode fugir do que sente. E por mais que eu não tenha certeza exatamente do que sinto, sei onde quero estar. Não onde quero estar por toda minha vida, mas, onde quero estar até conseguir sair de fininho. Fininho de mim, claro. De fininho para nem eu mesma perceber. Eu crio uns jogos para mim mesma que às vezes funcionam. Outras eu me jogo mesmo é na cama, no sofá, no banheiro... e choro até quase a morte. Mas, às vezes eu me enrolo e dá certo. Eu me enrolo, você (literalmente) me enrola... até Julieta enrolou Romeu, e se ferrou depois. Só estou tentando não me ferrar também. Eu não vou mentir pra ninguém, preferia estar aqui falando que me apaixonei de novo pelo meu médico super fofo, pelo carinha da boate de sábado, pelo ser que me acordou 6:00h da manhã para pedir água pelo interfone... qualquer nova aventura amorosa estava valendo, mas não. Nãooo... minha vida está estacionada, meus sentimentos estão estacionados e, claro, meus problemas de relacionamento idem. Só uma última coisa, não se assustem se amanhã eu escrever outro texto dizendo o quanto estou apaixonada e como o mundo é colorido e maravilhoso porque é sempre assim depois da serenata. E a vida segue... (no meu caso, talvez não.).
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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Um comentário:
e parece que a vida segue assim pra todos nós...
e sempre tem alguem que ler que ouve estes nossos devaneios de amor paixão ou sei lá o que, talvez ate masoquismo mesmo... o importante é vivermos o hoje amarmos como se hoje fosse o ultimo dia e ser feliz com o que temos não com o que sonhamos ou imaginamos... continua escrevendo eu continuo lendo...
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