Estou me sentindo um pouco estranho por dentro. Acho que não deveria ter lido “Veronika decide morrer”. Não que eu faria uma loucura daquelas, mas são muitas reflexões. Credo! Acho que existe uma parte de mim que não está assim... muito bem definida. Acho que em ninguém. Deve ser normal. Anormal deve ser completo.
Talvez não tenha sido o livro. Talvez não seja nada. Nem ninguém. Nem eu. Nem ele. E exatamente tudo isso. Bom, afirmar que não sou normal (aqui) já virou clichê e odeio clichê. Definitivamente odeio clichê. Resisti a vir me debruçar sobre esse teclado enquanto ainda estivesse me sentindo assim, estava cansada para explicar. Agora, cansei de desistir.
(Eu vivo cansada – preciso refletir sobre isso).
Logo, não acredito que vocês gostarão de ler esse texto. É confuso. E pela primeira vez não vou me preocupar com a poética, coerência, o jogo de palavras, se isso combina com aquilo. Nem perguntarei: é publicável? Não me preocuparei com nada, nem que pensem: “essa menina não sabe mais escrever”. (Se é que soube um dia).
Só havia lido um livro de Paulo Coelho, Brida, e tinha gostado de toda aquela teoria sobre as almas gêmias. Mas, Veronika me deixou cansada. Mesmo assim acho que gostei.
Ainda não entendi porque isso mexeu tanto comigo. Nem quero. Eu não quero nada, na verdade. Nem esse texto vazio. No início da semana cheguei a querer vomitar tudo. Tudo que é abstrato. Aquele novelo de lã que subia e descia na minha garganta. Entre a garganta, o coração e o estômago. Me senti um gato. E odeio gatos. Não demorou muito para começar a estranhar aquela parede laranja gritante e os móveis escuros. Eu só queria o quatro azul e amarelo. Tudo claro e poético.
Havia um tempo que o lugar mais alto que eu conseguia chegar era a cabana em frente ao Fórum. E dali eu via o mundo. O mundo que eu conseguia controlar e acompanhar e amar, por inteiro. O céu era diferente. Eram muitas as árvores e as casas. E eu sabia quem morava em boa parte delas.
Queria tudo de volta. Quero tudo de volta. É tudo meu. Isso aqui, não é. Isso aqui, não tenho certeza se é.
O tempo que eu não tinha medo. No mundo que eu não tinha medo – só do professor de física. E lembro de, naquela época, querer chegar – quase – exatamente onde estou. Agora, estou pensando em parar no meio do caminho só para reavaliar. Que dizer, não estou. No início da semana eu pensei: “e se estivesse?”. Mas, não estou. Não estou porque acho que o mais sensato é não estar.
Passou.
Talvez não tenha sido o livro. Talvez não seja nada. Nem ninguém. Nem eu. Nem ele. E exatamente tudo isso. Bom, afirmar que não sou normal (aqui) já virou clichê e odeio clichê. Definitivamente odeio clichê. Resisti a vir me debruçar sobre esse teclado enquanto ainda estivesse me sentindo assim, estava cansada para explicar. Agora, cansei de desistir.
(Eu vivo cansada – preciso refletir sobre isso).
Logo, não acredito que vocês gostarão de ler esse texto. É confuso. E pela primeira vez não vou me preocupar com a poética, coerência, o jogo de palavras, se isso combina com aquilo. Nem perguntarei: é publicável? Não me preocuparei com nada, nem que pensem: “essa menina não sabe mais escrever”. (Se é que soube um dia).
Só havia lido um livro de Paulo Coelho, Brida, e tinha gostado de toda aquela teoria sobre as almas gêmias. Mas, Veronika me deixou cansada. Mesmo assim acho que gostei.
Ainda não entendi porque isso mexeu tanto comigo. Nem quero. Eu não quero nada, na verdade. Nem esse texto vazio. No início da semana cheguei a querer vomitar tudo. Tudo que é abstrato. Aquele novelo de lã que subia e descia na minha garganta. Entre a garganta, o coração e o estômago. Me senti um gato. E odeio gatos. Não demorou muito para começar a estranhar aquela parede laranja gritante e os móveis escuros. Eu só queria o quatro azul e amarelo. Tudo claro e poético.
Havia um tempo que o lugar mais alto que eu conseguia chegar era a cabana em frente ao Fórum. E dali eu via o mundo. O mundo que eu conseguia controlar e acompanhar e amar, por inteiro. O céu era diferente. Eram muitas as árvores e as casas. E eu sabia quem morava em boa parte delas.
Queria tudo de volta. Quero tudo de volta. É tudo meu. Isso aqui, não é. Isso aqui, não tenho certeza se é.
O tempo que eu não tinha medo. No mundo que eu não tinha medo – só do professor de física. E lembro de, naquela época, querer chegar – quase – exatamente onde estou. Agora, estou pensando em parar no meio do caminho só para reavaliar. Que dizer, não estou. No início da semana eu pensei: “e se estivesse?”. Mas, não estou. Não estou porque acho que o mais sensato é não estar.
Passou.
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