terça-feira, 7 de abril de 2009

O dia que a terra (quase) parou

Hoje é o Dia do Jornalista e nós podíamos não trabalhar. Porque o professor não trabalha no Dia do Professor e o aluno fica livre durante o Dia do Estudante. No máximo eles fazem recreações. E como meu compromisso é com a verdade, devo admitir que não estou afim de trabalhar hoje. Estou cansada demais para pensar e organizar o meu dia. Preguiça ou estafa mental. E desde ontem a única coisa que quero desse escritório – que não é uma redação – é a pipoca doce para comer enquanto assisto à “sessão da tarde”. O filme podia ser “O resgate de Jéssica” ou “Enchente – quem salvará nossos filhos?”. Não me importo em já saber o final (e o começo, o meio, os gritos das mães desesperadas, a filosofia do “não se fazem mais galhos como antigamente” e a canção de minar que a mãe de Jéssica canta pra ela dormir no fundo do poço).
Muita gente acha que ser jornalista é o fundo do poço. Às vezes, eu também acho, mas não é de coração. Ser jornalista é legal, apesar de ninguém (nem nós) lembrarmos do dia reservado para celebrar a nossa profissão. Sem contar com essa história de ter que trabalhar ao invés de simplesmente esquecer que somos jornalistas por 24 horas.
Quando alguém pergunta “você trabalha com quê?” e respondo “sou jornalista”, aí sim é verdadeiramente gratificante porque as pessoas geralmente se expressam de duas formas: 1) Ah.; 2) você aparece na Tv?.
Muito digno. Ou eu sou “ah, um faz nada” ou “ohhh, ela aparece na Tv”. Coisa é quando uma vem seguida da outra. “Ah. (pausa para esperança). Mas, então você aparece na Tv.”. Só rindo.
Ultimamente ando trocando as letras. M por n, o por q, y por z, a por todas as 20 e muitas letras do alfabeto (após a mudança ortográfica). Deve ser de tanto digitar e o dia inteiro e sobre coisas completamente diferentes. Mas, eu sou apenas “ah”, uma jornalista.
Legal. Sou jornalista.
E já que hoje é o nosso dia, podíamos não trabalhar. O mundo não ia , assim, parar. As pessoas só não iam perceber ele girar, mas era só por 24 horas.
Ah, uma bobagem.

2 comentários:

Anynha disse...

Parabéns.... mesmo atrasado... pelo seu dia... adoro acompanhar suas postagens... um abraço e sucesso!!!

Vivian Barbosa disse...

putz!
eu cobrei há todos que passavam por mim parabéns pelo dia do jornalista.
mas percebi que a maioria dava uma risadinha, tipo "que bobinha, fazendo festa por um dia tão besta"
A Terra devia ter parado, ora bolas!