Quando percebi estava parada ali, na porta do banheiro, inebriada por aquele cheiro que já não sentia havia alguns dias. Muitos dias. Você sorriu e anunciou como a água estava fresca e convidativa. Mas, eu preferi ficar parada ali, na porta do banheiro, sentindo outra vez aquele cheiro que havia trancado no armário por todo tempo que fiquei sem você. E assim, foi dada a largada mais uma vez.
E ouvir meu nome três vezes consecutivas, só porque havia ido até a cozinha, o fato de ter me acompanhado quando fui por dois segundos até o quarto, e toda aquela necessidade visceral de me ter por perto, me fez pensar que talvez você goste mesmo de mim.
No sábado, depois do minha solitária lamúria cheguei a conclusão que não cresci tanto quanto deveria, já que continuo cometendo os mesmos erros de quando tinha (apenas) 15 anos. Preciso esquecer esse meu complexo de perfeita aceitação. Rasgar a lista que criei com os 10 mil motivos pelos quais não devo ficar com você e, de alguma forma, me desprover dos conceitos lunáticos que muitas vezes não fazem sentindo nem para mim mesma.
Assim como Machado, tenho consciência que essas idéias fixas que coloco na minha cabeça e sigo com elas custe o que custar, não é saudável. Talvez, dar a largada mais uma vez seja o primeiro passo para viver algo realmente perigoso e real. É disso que eu preciso.
Agora, que tudo voltou ao normal – de uma forma diferente – não sinto nenhuma onda de entusiasmo ou euforia, só uma sensação suave como se fosse arrebatada pela utópica pacificidade mundial.
Ainda me sinto um pouco confusa e temerosa, mas é como se a corda bamba ganhasse alguns centímetros e fosse promovida a ponte do rio que cai. Se eu fizer a coisa certa e seguir na linha sem praticar minhas costumeiras bobagens, chego lá. Não lá, no “felizes para sempre” – por enquanto – mas, lá na prática da minha maturidade sentimental, lá na decadência do conceito da idéia fixa, lá no desuso dos meus conceitos lunáticos, lá na multiplicação das frações de segundo em que fico parada na porta do banheiro sentindo aquele cheiro.
E ouvir meu nome três vezes consecutivas, só porque havia ido até a cozinha, o fato de ter me acompanhado quando fui por dois segundos até o quarto, e toda aquela necessidade visceral de me ter por perto, me fez pensar que talvez você goste mesmo de mim.
No sábado, depois do minha solitária lamúria cheguei a conclusão que não cresci tanto quanto deveria, já que continuo cometendo os mesmos erros de quando tinha (apenas) 15 anos. Preciso esquecer esse meu complexo de perfeita aceitação. Rasgar a lista que criei com os 10 mil motivos pelos quais não devo ficar com você e, de alguma forma, me desprover dos conceitos lunáticos que muitas vezes não fazem sentindo nem para mim mesma.
Assim como Machado, tenho consciência que essas idéias fixas que coloco na minha cabeça e sigo com elas custe o que custar, não é saudável. Talvez, dar a largada mais uma vez seja o primeiro passo para viver algo realmente perigoso e real. É disso que eu preciso.
Agora, que tudo voltou ao normal – de uma forma diferente – não sinto nenhuma onda de entusiasmo ou euforia, só uma sensação suave como se fosse arrebatada pela utópica pacificidade mundial.
Ainda me sinto um pouco confusa e temerosa, mas é como se a corda bamba ganhasse alguns centímetros e fosse promovida a ponte do rio que cai. Se eu fizer a coisa certa e seguir na linha sem praticar minhas costumeiras bobagens, chego lá. Não lá, no “felizes para sempre” – por enquanto – mas, lá na prática da minha maturidade sentimental, lá na decadência do conceito da idéia fixa, lá no desuso dos meus conceitos lunáticos, lá na multiplicação das frações de segundo em que fico parada na porta do banheiro sentindo aquele cheiro.
2 comentários:
Qdo se trata de sentimento, não existe certo ou errado. O que deve existir é a sua satisfação. Se vc estiver melhor assim, que seja!
Te amo amiga, quero te ver muito feliz.
bjos
Como eu queria poder me expressar desse jeito.
Eu seria mais feliz se conseguisse botar pra fora.
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