quinta-feira, 12 de março de 2009

Dia nublado (do meu jeito)

Cantei ainda na cama.
Janela aberta, dia nublado.
Adoro dias nublados.
Adoro dias.
Adoro.
Coloquei os pães de queijo no forno cantando, fui buscar a toalha cantando, tomei banho cantando, escovei os dentes cantando. Cantando peguei o vestido no (outro) armário.
Cantando e pensando que eu não tenho do que reclamar. Pensando que já foram tantas coisas legais.
E cara! não lembrei de nada triste.
Descobri que eu deleto fácil o que é chato. Coisas verdadeiramente chatas e dolorosas não existem na minha vida. As sensações não ficam, sabe... Sou uma pessoa otimista.
Eu sou.
E segui, cantando e pensando os dias nublados que me trouxeram até aqui.
Nublados e felizes.
Muitos querem a sol. Para brilhar, talvez.
Eu quero as nuvens.
As muitas nuvens brancas no céu azul em dia de praia. As nuvens escuras e espessas que guardam as gotas de chuva. Nuvens finas que compõem a lua grande e redonda.
Nunca gostei de andar no sol. Oh coisinha que cansa...
e, se eu quero viver muito, prefiro viver descansada.
Sou baiana, só quero sombra e água fresca.
A sombra das nuvens.
Quero os elefantes, os pássaros, os peixes, a coroa, poodles, unicórnios, jacarés e Falkor, o cachorro voador da História Sem Fim.
Todos feitos de nuvem.
Algodão doce.
As nuvens fofas e densas dos ursinhos carinhosos.
Adoro dias nublados.
Adoro meu dia.
E hoje, o que existe é a essência.

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