Chove.
Gotas que molham as pernas, o colo, a maçã.
Lava os pés e, nada da alma.
Gotas salgadas.
Dói, mas a chuva não alivia.
Esqueça o amor.
Pingos que molham as mãos. Gotas por toda parte.
E o lenço de papel encharcado.
Chove. E ninguém me ouve daqui e se ouvir, dane-se. Só quero trovejar e me inundar no silêncio. Eu quero tudo. Eu não quero nada.
Gotas salgadas borram a história rabiscada em aquarela. E tudo se apaga.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Amiga linda...bem vida [novamente] ao reino encantado dos blogs..rs.
Besos.
Dani.
Postar um comentário