Pensamento 01
Ainda não podia escrever sobre você, mas eu sou teimosa até comigo mesma. Isso é um defeito.
Tem medo de altura.
Balança o tronco e aperta os lábios quando está nervoso.
Possui vários sorrisos. E eu odeio aquele de canto de boca. Ou aquele outro de deboche.
Pensamento 02
Meu peão não usa bota ou espora. O couro não está no chicote e, sim no chinelo de padre. Meu peão que não é meu. Tênis e meias brancas. Cinto sem fivela de vaquejada. Blusa sem botão. Cabeça sem chapéu. Príncipe sem cavalo. Devoto de Nossa Senhora. Troca a ordem das mãos ao fazer o sinal da cruz. Come pouco no almoço e muito no jantar. Bebe whisky e cerveja ao mesmo tempo. Cowboy.
Pensamento 03
Nos últimos dias tenho olhado mais que o normal para o porta-retrato com a foto dos meus pais no criado-mudo ao lado da minha cama.
Coisa mais antiquada o tal criado-mudo. Acredito que o meu seja o único que fale, em todo o mundo. De qualquer forma, eu não moro mesmo nesse mundo.
O fato é que a foto está lá, me lembrando a todo tempo que o amor existe.
Ei, ele existe, mas não é para o seu bico.
Tudo bem, eu nem me arriscaria a viver algo tão complicado, intenso e sublime como o amor. Como posso amar se não sei identificar sequer se estou apaixonada.
Minhas mãos deveriam tremer ou algo assim? As vezes eu perco a fome, isso é um indicio? Aos 23 anos a paixão fica um pouco mais complicado do que aos 13. Porque às vezes não é só paixão, vários outros aspectos passam a serem analisados e, nem todos são avaliados necessariamente pelo seu lindo e puro coração.
Coração, suor, cérebro, consciente, inconsciente, ego. É muita gente tentando mandar em uma só. Como posso saber se estou apaixonada?
Eu preciso estar apaixonada para continuar com ele?
Ele está apaixonado?
Ainda não podia escrever sobre você, mas eu sou teimosa até comigo mesma. Isso é um defeito.
Tem medo de altura.
Balança o tronco e aperta os lábios quando está nervoso.
Possui vários sorrisos. E eu odeio aquele de canto de boca. Ou aquele outro de deboche.
Pensamento 02
Meu peão não usa bota ou espora. O couro não está no chicote e, sim no chinelo de padre. Meu peão que não é meu. Tênis e meias brancas. Cinto sem fivela de vaquejada. Blusa sem botão. Cabeça sem chapéu. Príncipe sem cavalo. Devoto de Nossa Senhora. Troca a ordem das mãos ao fazer o sinal da cruz. Come pouco no almoço e muito no jantar. Bebe whisky e cerveja ao mesmo tempo. Cowboy.
Pensamento 03
Nos últimos dias tenho olhado mais que o normal para o porta-retrato com a foto dos meus pais no criado-mudo ao lado da minha cama.
Coisa mais antiquada o tal criado-mudo. Acredito que o meu seja o único que fale, em todo o mundo. De qualquer forma, eu não moro mesmo nesse mundo.
O fato é que a foto está lá, me lembrando a todo tempo que o amor existe.
Ei, ele existe, mas não é para o seu bico.
Tudo bem, eu nem me arriscaria a viver algo tão complicado, intenso e sublime como o amor. Como posso amar se não sei identificar sequer se estou apaixonada.
Minhas mãos deveriam tremer ou algo assim? As vezes eu perco a fome, isso é um indicio? Aos 23 anos a paixão fica um pouco mais complicado do que aos 13. Porque às vezes não é só paixão, vários outros aspectos passam a serem analisados e, nem todos são avaliados necessariamente pelo seu lindo e puro coração.
Coração, suor, cérebro, consciente, inconsciente, ego. É muita gente tentando mandar em uma só. Como posso saber se estou apaixonada?
Eu preciso estar apaixonada para continuar com ele?
Ele está apaixonado?
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