sábado, 8 de novembro de 2008

Paranóia (?)

De todas as dúvidas que você causa em mim, esta é a que mais irradia.
Quase fere.
Seja pela minha insegurança, ou pela verdade.
Talvez meia.
Talvez mentira.
Talvez inteira.
E fico ainda mais confusa quando você toca o meu rosto devagar.
É mentira.
E não sei o que pensar quando você parece saná-la.
Amigos?
É verdade.
Não é verdade.
Não tire ela de mim.
Minha perturbadora e companheira, dúvida.
Se os relacionamentos fossem paternais, ela seria hereditária. Eles nascem, morrem e lá está ela como herança para o próximo. É bem verdade que dessa vez a bolsa de valores subiu e ela foi supervalorizada.
Chega quase a doer.
Doeria se fosse certeza.
Enquanto for dúvida, não sei se sofro, não sei se me alegro.
Talvez paranóia.
Talvez sexto sentido.
E a história se repete.
Comigo é sempre assim.
Talvez seja a miopia.
Tomara que seja.
Existe uma diferença entre a realidade e o que eu percebo dela.
Existe?
Tomara que exista.
Não tem jeito; eu devo questionar a minha normalidade.
As pessoas normais enxergam as coisas boas, algumas delas chegam a catar coisas legais, para continuar apostando nelas. E vivendo-as com tranqüilidade.
Eu caço as ruins. O que for ruim manda pra cá porque, afinal de contas, eu preciso subsidiar a minha dúvida. Preciso engordá-la e acarinhá-la como um animalzinho de estimação abstrato.
Mas, é preciso.
Caso morra a minha querida Dúvida, o que farei eu com a Certeza?

Um comentário:

Anônimo disse...

linda.janiorego