Essa tal Madame B. é uma vigarista; nada entende de amor, paixão ou futuro. Coitada de quem cair na lábia dela.
Coitada de mim!
Certo dia me garantiu (G-A-R-A-N-T-I-U) que eu pudesse ficar tranqüila que não iria me apaixonar por você. Ela afirmou com todas as letras que não ia dá certo.
Disse que a gente não combinava e que os astros jamais permitiriam tal união.
Mentiu, a charlatona.
Agora estou aqui, mergulhada em uma paixão que não esperava. Desfazendo planos, esperando o telefone tocar, sorrindo ao invés de chorar.
Não tive tempo de me preparar, de ensaiar os discursos que me defenderiam de você.
Não passo de uma boba apaixonada. E o que é pior, não estou sofrendo!
Estou P-E-R-D-I-D-A!
Você deveria me fazer padecer, me fazer sentir raiva (pelo menos uma vez ao dia), você deveria desaparecer.
Quem você pensa que é para fugir das regras?
A palavra saudade jamais deveria ter sido mencionada. É proibida. E o que foi que te deu na cabeça para afirmar que estava apaixonado por mim? Meu querido, eu cabulei as aulas de paixão bumerangue, aquelas que batem e voltam na mesma ou em maior proporção. O que eu aprendi bem foi jogar Tainha, a gente lança a pedra no rio e depois dela chicotear sobre a água uma, duas ou vinte vezes, ela afunda.
Mas ao invés disso aquela coisa que eu arremessei voltou para minhas mãos. Tentei fingir, juro que tentei como em todas outras vezes, mas não deu certo.
Ai meu Deus, eu admiti!
Para você eu falo. Só para você eu confesso que tenho medo de acreditar que é verdade. Conto meus segredos baixinho para eu não perceber que eles agora também te pertencem.
Para você eu falo. Para você admito. Para você, e só pra você.
Como fui admitir que também estou apaixonada por você? A gente não combina, lembra?! Foi assim que a charlatona interpretou o que as cartas disseram. As cartas, os búzios, o tal biscoito da sorte. Todos sem o mínimo valor cientifico-sentimental.
Não quero mais saber desses elementos supersticiosos.
A partir de agora só acredito na madeira.
Ficar sem você?
“Bate na madeira!”.
Coitada de mim!
Certo dia me garantiu (G-A-R-A-N-T-I-U) que eu pudesse ficar tranqüila que não iria me apaixonar por você. Ela afirmou com todas as letras que não ia dá certo.
Disse que a gente não combinava e que os astros jamais permitiriam tal união.
Mentiu, a charlatona.
Agora estou aqui, mergulhada em uma paixão que não esperava. Desfazendo planos, esperando o telefone tocar, sorrindo ao invés de chorar.
Não tive tempo de me preparar, de ensaiar os discursos que me defenderiam de você.
Não passo de uma boba apaixonada. E o que é pior, não estou sofrendo!
Estou P-E-R-D-I-D-A!
Você deveria me fazer padecer, me fazer sentir raiva (pelo menos uma vez ao dia), você deveria desaparecer.
Quem você pensa que é para fugir das regras?
A palavra saudade jamais deveria ter sido mencionada. É proibida. E o que foi que te deu na cabeça para afirmar que estava apaixonado por mim? Meu querido, eu cabulei as aulas de paixão bumerangue, aquelas que batem e voltam na mesma ou em maior proporção. O que eu aprendi bem foi jogar Tainha, a gente lança a pedra no rio e depois dela chicotear sobre a água uma, duas ou vinte vezes, ela afunda.
Mas ao invés disso aquela coisa que eu arremessei voltou para minhas mãos. Tentei fingir, juro que tentei como em todas outras vezes, mas não deu certo.
Ai meu Deus, eu admiti!
Para você eu falo. Só para você eu confesso que tenho medo de acreditar que é verdade. Conto meus segredos baixinho para eu não perceber que eles agora também te pertencem.
Para você eu falo. Para você admito. Para você, e só pra você.
Como fui admitir que também estou apaixonada por você? A gente não combina, lembra?! Foi assim que a charlatona interpretou o que as cartas disseram. As cartas, os búzios, o tal biscoito da sorte. Todos sem o mínimo valor cientifico-sentimental.
Não quero mais saber desses elementos supersticiosos.
A partir de agora só acredito na madeira.
Ficar sem você?
“Bate na madeira!”.
3 comentários:
Eita amiga inteligentre meu Deus, sou fã de carteirinha dessas histórias...e ainda acerto de onde veio toda essa inspiração...Muito muito lindaaa!!
Beijo amiga lindaaa!!!
bumerangue, tainhas, madeiras...
de onde vem tanta idéia genial, hein?
adorei (adorei é pouco - amei!)
cheirooo
Eita amiga inteligentre meu Deus, sou fã de carteirinha dessas histórias...e ainda acerto de onde veio toda essa inspiração...Muito muito lindaaa!!
Beijo amiga lindaaa!!!
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