terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Rima.

Sinto seu toque, mas é só o vento.
Fecho meus olhos e vejo você entrar.
Procuro o restinho do seu cheiro no meu travesseiro e no vestido vermelho que escolhi esperando você chegar.
Não precisa de muita imaginação; já produzi todas as cenas. Não existe palavra que deixei sem rimar.
Me traduzo nos versos e sonho com seus gestos depois de deitar.
Me mantenho acordada pensando nas palavras que a sua respiração queria sufocar.
Faço poesia da sintonia dos nossos corpos ao se tocar.
Me vê de longe, mas sabe o que em mim esconde ao me observar.
Te sinto perto e sei ao certo o quanto seu coração pode pulsar.
Me perco no ritmo, me prendo ao ilícito e não tenho medo de pecar.
Assumo meu erro, embora não admita que essa é a melhor maneira de acertar.

Um comentário:

Anônimo disse...

Simplesmente perfeito!!!! Como alguém pode traduzir tão bem os sentimentos, dos outros, assim, hein?? ai amiga, só fico triste porque não são mais os Drs que tornam comum nossos pensamentos...mas n fica com raiva tá??? Cada vez mais orgulhosa dessa poeta... Djavan ta perdendo