quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Coisas de amigas.

Cansei de falar desses * (não posso xingar, sou uma boa menina) que aparecem ai pela minha vida e pela de tantas outras. Muitos tentam entender as mulheres; porque gostamos de fofoca, porque não vamos ao banheiro sozinhas, porque não nos importamos em dormir juntas e tomar banho juntas... coisas de mulher?
Não!
Coisas de amigas?
Também, mas se ficar só nisso são apenas conhecidas, colegas.
Sou tão feliz com minhas amigas que as vezes penso que já não cabe outra, ou outras. 24 horas comigo, ou não. Aqui, em Salvador, Barreiras ou Brasília; não importa.
É o tocar de telefone no meio da madrugada, ouvir nada mais que prantos do outro lado e mesmo assim entender direitinho o que está acontecendo.
É o abraço saltitante no reencontro.
É passar o final de semana inteiro como enfermeira ao lado de alguém e sentir que aquele é o melhor lugar onde pode-se estar, mais do que isso, é sentir-se especialmente feliz por estar ali.
É inclusive odiar a palavra enfermeira.
É o pedacinho que forma cada uma e se molda como uma bela colcha de retalhos.
A mais perfeita colcha de retalhos.
É saber para quem ligar quando sei que mereço uma bronca, ou quando só quero que me ouçam, ou ainda, vibre com o meu pecado inocente.
São várias.
É uma.
São únicas, as minhas amigas.
Amigas ligam de volta dois segundos depois de desligar o telefone só porque sentiu a sua voz um pouquinho triste.
Amigas voltam na sua casa só pra te dar um abraço quando tem certeza.
Amigas não desligam o celular e te atendem a qualquer hora da madrugada.
Elas fazem você sorrir da besteira que cometeu. E é bom deixar sempre claro: amigas não são lésbicas.
As amigas existem exatamente para te ajudar a xingar aquele cara que aprontou com você ou repetir dez mil vezes o quanto a outra que ela arrumou é desprovida de beleza.
E o cabelo dela?
Palha pura.
Amiga, vamos dar a ela uma hidratação de presente?
Pobrezinha.
A amiga se sente filha da sua mãe e briga com você quando grita com sua irmã mais nova. Ela é a única que lembra que você não pode comer abacaxi. Amigas têm centenas de apelidos e conversam por telepatia. E, se às vezes, assim como por um estalo, você também ouve dentro de você uma voz aconchegante, ainda que estridente: “Que bom que ela existe!”.
Já era. Tens uma amiga.
E eu ouço o tempo inteiro.

Um comentário:

Anônimo disse...

_Dá pra entender porque é o maior privilégio do mundo ser amiga de B.Ferreira?
Sei que mato muita gente de inveja!!!
Te amo amiga!!!